Por outro lado, a imagem do Lanterna Verde levando um filho gerado apenas na força de vontade é bastante melancólica...
Blog sobre história em quadrinhos (banda desenhada, comics), super-heróis, supervilões e o que engloba esse universo ficcional.
domingo, 11 de agosto de 2013
Super Dia dos Pais
Por outro lado, a imagem do Lanterna Verde levando um filho gerado apenas na força de vontade é bastante melancólica...
terça-feira, 24 de maio de 2011
Algumas leituras recentes
Oceano é a primeira da lista porque foi a que mais gostei. Há que se considerar que eu já estava com vontade de comprá-la há um tempo, que eu gosto da estética do espaço sideral e que gosto de Warren Ellis. Mas nem por isso quer dizer que não teria senso crítico em relação a obra, além do que minha expectativa já estava alta, somando todos os fatores.Transmetropolitan
RED
O Invencível Homem de Ferro: Extremis
Saio das obras de Ellis, mas como falei no Homem de Ferro, começo a sequência Marvel, já com um grande autor, que é Alex Ross. Comentei em post anterior a qualidade de suas obras em uma das minhas favoritas, que é Os maiores super-heróis do mundo. Em Tocha, a arte não é dele, nem o roteiro, mas a história foi escrita por ele e Mike Carey. Não sei se por influência do pintor de quadrinhos ou não, a história ficou bem legal. Ele tira da sepultura (embora não tenha sido o primeiro) o Tocha Humana original (aquele da Segunda Guerra Mundial, que lutou ao lado do Capitão América e Namor) e remonta o quebra-cabeça de sua origem. Dá um novo ar ao personagem, que não retornou com sua compaixão, e um drama especial em relação a sua própria longevidade, além de colocá-lo dentro de uma história, no mínimo, peculiar. Vale a pena essa minissérie em duas edições, mesmo para aqueles que não acompanharam a história do Tocha original ou não se interessam muito pelo personagem, como eu.Magneto: Testamento
Wolverine: Inimigo de Estado
Boa história. Ambientada no cenário mais atual da Marvel, com a retomada do conceito Wolverine: máquina de matar. Um tanto exagerada, como não é raro nos roteiros de Mark Millar. Enredo bem amarrado, conta com a participação também de outros personagens do universo Marvel e consegue prender a atenção e interesse do leitor. Fazia tempo que eu não lia Wolverine. Desde que ele se tornou o personagem megapop da Marvel, tendo história própria, nos X-Men e também nos Vingadores, enjoei um pouco. Wolverine: Inimigo de Estado, porém, valeu a pena.Enciclopédia Marvel: Surfista Prateado
Muito boas as histórias desse encadernado. Bem ao estilo Liga da Justiça mesmo - grandiosas, ameças cataclísmicas -, com o estilo do Grant Morrison, autor que eu particularmente gosto. É verdade que só li as histórias porque foram escritas por ele (eu e o Rodrigo, atualmente, compramos mais pelos nomes dos autores do que pelos personagens da capa). Histórias de aventura, também um tanto exageradas, em uma formação da Liga com alguns dos personagens mais marcantes da DC. Já li algumas edições posteriores, que vão além do encadernado, e vejo que vale a pena. Tomara que não interrompam a publicação dos encadernados no Brasil, que a Liga da Justiça de Grant Morrison não fique apenas no volume 1.EntreQuadros #1
Zoo
Eu sou Legião
Um Sinal do Espaço
The Boys: o Nome do Jogo
Taí uma revista que trabalha a metalinguagem já em sua proposta. Trata-se de uma história em quadrinhos sobre alguém que faz história em quadrinhos. A história real de sua luta incansável para produzir quadrinhos. Em determinados momentos, trechos do Escapista - personagem que ele resgatou do fundo do baú - em situações que representam o próprio autor, tentando se livrar das dificuldades e problemas que apareceram no caminho. Os escapistas retrata o verdadeiro sonho de muitos leitores de quadrinhos, que não é o impossível "ser um herói com superpoderes", e sim o de trabalhar com quadrinhos, ou criar seu próprio personagem e que ele faça sucesso. De quebra, ainda é uma miniautobiografia (acho que bati meu recorde de prefixos nessa) do autor. Recomendo para leitores que tenham esse sonho.
sábado, 1 de maio de 2010
Os maiores super-heróis do mundo
A segunda história do encadernado é Batman: guerra ao crime. A julgar pelo título, parece mais uma história de ação do homem-morcego. Entretanto, o que vemos nela não é um Batman espancando bandidos, e sim preocupado com um bairro pobre, os problemas sociais e financeiros que fazem com que as pessoas acabem caindo na marginalidade. De quebra, mostra como a luta contra o crime não depende só do herói, mas também de seu alter-ego, o milionário Bruce Wayne. Ele acaba vendo, na figura de um garoto cujos pais foram mortos por conta da violência urbana, como ele próprio poderia ter tomado o caminho errado, se não fosse a riqueza herdada e a educação prestado por Alfred.
A terceira história é Shazam! O poder da esperança. Nesta o Capitão Marvel visita crianças doentes, conta a elas histórias de suas aventuras e realiza alguns de seus desejos, como voar pelos céus e conhecer animais selvagens de outro país. Além de protegê-las dos perigos não só de super-vilões, como de vilões que pegam um taco de beisebol para bater no próprio filho.
Por fim, vem a história Liberdade e Justiça, da Liga da Justiça. Nela o tema central é a sensação do Caçador de Marte em relação ao nosso mundo, como a aparência é algo importante. Além disso, a Liga da Justiça combate... uma doença. Não, não é um super-vilão, é uma doença mesmo, que está se espalhando pela África. Existe uma série de delicadezas políticas que fazem com que essa missão não seja muito fácil de se cumprir. Como de praxe, todos os justiceiros dão o máximo de si não só para não deixar a doença espalhar, mas também para salvar os já contaminados.terça-feira, 13 de abril de 2010
Teoria da Variação dos superpoderes
Esse caso é ainda mais recorrente que a adequação aos oponentes. Basta um superser entrar para uma equipe e seu poder automaticamente diminui. Quer um exemplo clássico entre os vilões? O Sexteto Sinistro. O Homem-aranha pena para vencer o Doutor Octopus no mano-a-mano. Quando ele monta uma equipe, com vários dos principais inimigos do Aranha, não é que o herói vence também? Estou dizendo, os poderes diminuem quando se faz parte de uma equipe.Esquecimento súbito
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Ideia de Um Milhão
Grant Morrison, então levando o título da Liga da Justiça, foi o responsável por escrever a minissérie principal, que repercutiu por todas as publicações da DC. O que mais ressalta, primeiramente, nessa saga, foi o fato de que ela não se estendeu ao longo de vários e vários meses. Inovadoramente, ela foi feita toda em apenas um mês, abarcando cerca de 40 edições. Pois é, todas as edições da DC de novembro daquele ano estamparam a numeração 1.000.000 em suas capas, retomando sua sequência normal no mês seguinte.
O plot da história é fraquíssimo: no século 853 (!), a Legião da Justiça Alfa, formada por descendentes da atual Liga (!!), resolve convocar a Liga da Justiça de hoje para participar de uns joguinhos olímpicos meta-humanos no futuro (!!!) para homenagearem o primeiro Super-Homem, que está vivo (!!!!) naquela época e vai retornar de seu exílio no Sol (!!!!!). Apesar desse mote ridículo, a execução da ideia é bem rápida, dinâmica, e quero neste post resgatar alguns bons conceitos apresentados em DC Um Milhão. E falar como ela já predizia o futuro de Blackest Night. A Legião da Justiça Alfa diz que ficará na nossa época para manter o mundo a salvo, e assim fica a deixa pra história se espalhar para outros títulos, a fim de os leitores conhecerem os poderes (apelativos) dos heróis do século 853. Super Um Milhão, por exemplo, além de dez novos supersentidos (adquiridos pela Dinastia Super quando o Super-Homem do séc. 67 casou-se com uma ser da 5ª Dimensão), da super-hipnose e da supertelecinese, capaz de soprar uma lua de órbita e de calcular bilhões de probabilidades simultaneamente, é descrito como “mais rápido que um táquion, mais poderoso que a gravidade de um buraco negro, capaz de transpor anos-luz com um salto”. Mas, sem o supersol de sua era para abastecer seus poderes, começa a perdê-los um a um no presente... (boa jogada dos argumentistas para trabalharem um carinha tão fuderoso).
É claro que a coisa toda ia dar merda. Assim que são mandados para o futuro, descobrimos que Solaris, o computador solar, na verdade havia mandado um vírus para infectar toda a humanidade no passado para enfim conseguir sua vingança contra a Dinastia Super-Homem e substituir o sol, mancomunado com o imortal Vandal Savage. Agora me digam: pra que diabos um supercomputador iria querer substituir o sol??? Uaréva...
Outro conceito legal: daqui a tanto tempo, a própria noção de espaço vai ser diferente. A humanidade descobriu como manipular espaços tesseracts, de quarta dimensão, para fazer megalópoles inteiras superpopulosas caberem em espaços exíguos conservando o meio ambiente.
E a própria noção de informação como riqueza na comunicação mais rápida que a luz. O planeta Mercúrio, colonizado no futuro, é uma infocracia, quem detém informação detém o poder, e a própria se desatualiza muito rapidamente, ainda mais num futuro em que sua troca é multiplicada por um milhão! Globalização nada, "Sistema-Solarização" é o futuro! E a Neuronet, sintonizada diretamente em seu cérebro, seria o canal de informações no séc. 853. Bem bacana.
Até mesmo uma ideia não tão boa assim, como o "punching time", teve sua origem aqui. Se alguém se lembra (e não gostou) do Superboy Primordial alterando a realidade através de socos em Crise Infinita, saibam que o Super Um Milhão atravessou a barreira do tempo através de socos anos antes:

Num especial publicado um ano depois da saga, inédito no Brasil, chamado DC One Million 80-Page Giant, são apresentadas pequenas histórias ambientadas no ano 85.271, e assim descobrimos a origem do Eléktron Um Milhão (muito legal a história), sabemos um pouco mais sobre a Legion of Executive Familiars, liderada por Kryto-9, e uma boa história chamada Crisis One Million, em que a Legião da Justiça Alfa encontra sua contraparte do universo de Qward. Curioso observar o uniforme da híbrida Mulher-Coruja (ao lado, lembra quem?), e perceber como algo parecido com o gerador de azar gerando sorte no reversoverso de Qward seria novamente utilizado em Terra 2. Além do mais, percebam a presença de outras versões, como Batman de 1889, Batmirim, Super do Reino do Amanhã e de Red Son, entre outros, já antevendo a Crise Final e o Multiverso de Morrison (?), na história:
Falando em antever, a PREVISÃO PARA BLACKEST NIGHT: em Martian Manhunter 1.000.000, ficamos sabendo que Ajax ainda está vivo no séc. 853, e se tornou uno com o solo marciano. E aqui ele faz uma revelação a Kyle Rayner: "Foi você, afinal, quem me resgatou quando tudo estava enegrecido." E continua: "Há uma mensagem que quero que entregue ao meu eu de sua época"...
Hmmmm, quando tudo estiver enegrecido... quer uma referência mais óbvia a Blackest Night? Já que sabemos que o marciano está do lado negro agora, nos States, resta esperar. Será que Kyle é quem vai salvá-los e trazê-los de volta? Vamos aguardar a resposta em alguns meses... mas não um milhão deles!
- Filme sugerido 1: Quem quer ser um milionário? (Slumdog Millionaire, 2008).
- Filme sugerido 2: Timecrimes (Los Cronocrímenes, 2007).
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Isso é um trabalho para o Super...?
Peraí. Burma é uma forma inglesa algumas vezes utilizada para se referir ao país que, em português, recebe o nome de Mianmá (e suas variações com y no meio e r no final) ou Birmânia. Mumbai é outro nome que se dá para a cidade que, em português transliterado do inglês, é chamada de Bombaim. E Beijing é a forma como a China quer que o mundo conheça sua já tão conhecida e manjada Pequim.
Li uma vez um artigo do Jotapê Martins falando sobre o primeiro filme dos X-Men, e falando de um dos vilões do filme, o Groxo. Nesse artigo o Jotapê faz seu mea-culpa (literalmente), explicando que, depois do filme, o Sapo (seu nome é Toad no original) "não poderá mais ser
chamado de Groxo como ocorre nas revistas". Boa, Jotapê. Reconheceu o erro, pediu desculpas, gostei*. Tudo bem que, da primeira vez que vi o Groxo, com aquela roupinha ridícula de bobo-da-corte-assistente-de-cientista-maluco-da-idade-média, achei que o nome... cabia bem na figura feia e saltitante. Mas você não tinha como prever que ele no futuro teria uma mutação secundária que o faria ficar mais anuro ainda como pedia seu nome original. É, tô falando da bendita língua que aparece, e é bem utilizada, por sinal, no filme (e não aquela mostrada por Phil Jimenez no arco Planeta X dos Novos X-men, da espessura de um punho, permanentemente para fora e inútil; como é que ele conseguia falar, e muito, com isso saindo da boca?). Tudo bem.
Outro caso, tão esquisito quanto o do Ajax, é o do... Magnum! Tudo bem, concordo que traduzir Wonder Man ia ficar no mínimo ridículo, e ia acabar com toda a seriedade
e masculinidade do cara. Quem ia levar a sério um fortão no grupo chamado de Homem-Maravilha? Putz... Tiveram a boa ideia de não traduzir o nome
literalmente, daí resolveram rebatizá-lo. Mas, hum, vamos ver, o que poderia ser mais másculo que maravilha e melhor pra refletir os poderes dele, hein? Já sei! Magnum! Hã? WTF?!? Seria por causa dos óculos escuros, lembrando o galã que, talvez, na época, fazia tanto sucesso (pelo menos para o tradutor) com o ator Tom Selleck (quem se lembra desse seriado, hein)? Po, deixava o cara com o primeiro nome que deram pra ele, quando ainda era vilão, apesar de ser um nome bem clichê de supervilão: Poderoso, ou Homem-Poderoso, sei lá. Mas, Magnum? Não...
E o Super, como fica? Por que deixou de ser homem e virou man? Reflexo do imperialismo cultural norte-americano? Talvez. Tendência da maior anglicanização do português num processo natural de desenvolvimento da língua? Duvido. Imposição econômica do mercado? Provável. Sei que fizeram isso com Guerra nas Estrelas. Quem chama a primeira trilogia de Guerra nas Estrelas é da época dela, ou até da geração anos 80 (meu caso). A segunda trilogia hoje só é chamada de Star Wars (ainda mais pelos fanboys dos anos 90 em diante), e foi devido a imposição da marca mesmo. Decidiu-se que os subtítulos dos filmes poderiam ser traduzidos (Ameaça Fantasma, Guerra dos Clones, etc.), mas o título principal deles, em qualquer lugar do mundo, deveria ser, sem exceção, Star Wars. Ao que parece, algo semelhante ocorreu com o escoteirão de Krypton. As importadoras de produtos como bonecos, lancheiras, camisas e outros produtos com a marca do famoso S não quiseram mais gastar com adaptações e novas embalagens, e quiseram unificar o nome usado no mundo todo visto que a fabricação desses itens se dá geralmente num único país e exportado aos demais. Por isso essa pressão cada vez maior em se utilizar Superman ao invés do já tradicional e bem aceito Super-Homem em português.
Fui, certa vez, na casa de uns primos, e seus filhos estavam assistindo um DVD do desenho da Liga da Justiça. Peguei a capa do DVD e perguntei para os moleques se eles sabiam quem era cada um ali mostrado na capa. Chegando na figura verde do marciano, falei que era o Ajax, ao passo que eles fizeram cara de estranhamento e disseram "não, é o Jon-Jonz!" Fiquei com cara de tacho, parecendo que tava mentindo pra eles, mas a mãe deles pegou a capa do DVD e na sinopse dele estava escrito algo como "Batman, Flash, Mulher-Maravilha... e Ajax: sete dos mais poderosos heróis..." Confiram a descrição do DVD à venda no Submarino. Repararam no nome do Ajax, apesar de no desenho em nenhum momento ele ser chamado assim? Outra coisa, repararam que na sinopse Kal-El foi chamado de Super-HOMEM?
Vou apresentar algumas contradições encontradas entre o nome dado ao personagem e o texto de algumas de suas histórias, advindas da nova nomenclatura que pretendem dar ao personagem. Primeiramente em três revistas em que o personagem é chamado exaustivamente de Superman, mas aí chega uma hora do texto em que não dava mais pra manter isso, senão seria perdido o jogo de palavras.
- Em Superman Paz na Terra, na antepenúltima página (4ª de trás pra frente): "Vejo agora que assumir essa responsabilidade foi ambicioso demais para um homem, mesmo sendo um Super-Homem.” Ué, até há pouco ele era Superman, na verdade ao longo de muitas páginas, mas nesta única frase ele voltou a ser Super-Homem rapidinho!
- Outra, em Cavaleiro das Trevas II, a Mulher-Maravilha pergunta: “Onde está o herói que me lançou ao chão e me tomou como um prêmio merecido? Onde está o deus cuja paixão destroçou o topo de uma montanha? Onde está esse homem? Onde está esse Super-Homem?” É, né, Diana, na hora do vamuvê ele deixa de ser Superman e vira um Super-Homem, né, safadinha?
- No arco de histórias de Lex Luthor Homem de Aço (muito bom por sinal, como eu disse as melhores histórias do Super-Homem não são histórias do Super-Homem), capítulo 5, últimas páginas, Lex fala: “Você não pode (ver minha alma). Pois, se a enxergasse, veria um homem que optou por negar a felicidade a si mesmo (...) pelo mundo. Um mundo sem um 'super-homem'.” Poxa, ficou legal, não? Dá mais sentido às palavras de Luthor quando se representa o adjetivo do nome de Kal-El, um qualificante de seu poderio e de sua posição no mundo.
- Agora, o lado contrário, quando decidiram que não ficaria legal martelar a cabeça do leitor com o nome Superman em toda a revista e só numa única frase desdizer tudo de antes e jogar sua versão traduzida. Pegue seu exemplar de Maiores Histórias Superman DC 70 anos, vá até a página 90 e leia: “Pelos próximos 72 anos, homem e supermen colonizaram os céus.” Horrível, não? E separei só uns poucos casos, com certeza há mais parecido com isso por aí (não acompanho a revista do Azulão mensalmente para mostrar mais).
Retomando Pequim. Há estudiosos que defendem o uso da palavra Pequim para se referir à cidade, visto seu uso já consagrado no português, inclusive com palavras derivadas, como a raça pequinês, por exemplo. Não vamos mudar o nome da raça para beijingnês, obviamente. O mesmo caso eu digo do Super: percebam que, todas as vezes em que órgãos de mídia se referem
ao último filho de Krypton, chamam-no de Super-Homem. Perguntem para seus familiares, sejam pais, avós, ou mesmo primos de mesma idade, mas que não conheçam bem ou não leiam HQ: eles vão falar Super-Homem. Até mesmo referências dentro da cultura pop, inclusive seriados com bastantes afinidades com quadrinhos, como Heroes ou The Big Bang Theory, citam o herói como Super-Homem, e não Superman. O conceito de Nietzche, já consagrado em nosso idioma pátrio, é o do super-homem, não o do superman. Cara, passamos mais de 5 décadas chamando o cara de Homem, e agora sem mais nem menos vamos chamá-lo de Man? São pelo menos 50 anos ouvindo seu nome em português para abandoná-lo assim!
Conclamo todos nós a usarmos simplesmente aquilo a que nos fomos acostumados a ouvir a vida inteira. Não é mais simples usar aquilo que sempre usamos? Para que nos rendermos a uma imposição artificial e engolirmos o termo americanizado, se já temos nosso termo próprio? Entendo que as línguas evoluem, adaptam-se, mudam com o tempo e aceitam incursões de outros idiomas; adição de estrangeirismo é perfeitamente normal. Mas somente quando não temos um termo específico em nosso idioma para aceitá-lo. Usar uma forma estrangeira forçada goela abaixo em detrimento de um termo já tão bem traduzido e arraigado culturalmente em nosso idioma há décadas... isso para mim sim é antinatural!
Ou vamos agora mudar tudo? Afinal de contas, ainda falamos Homem-Aranha, e não Spiderman. Até quando? Falamos Homem de Ferro, e não Iron Man. Por quanto tempo? Vamos ver o futuro filme dos Vingadores, ou o filme dos Avengers? Quarteto Fantástico ou Fantastic Four? Mulher-Maravilha ou Wonder Woman? Podemos continuar assim ad aeternum...
Vocês podem até falar "poxa, mas são ordens editoriais e tal...", mas vamos lembrar comigo o caso do Shazam. Quer dizer, do Capitão Marvel. Viu, muita gente confunde o nome do cara, achando que é Shazam. Isso deveu-se a problemas de direitos autorais; quando a DC adquiriu os direitos do personagem, a Marvel já era detentora da marca Capitão Marvel. Logo, a DC teve de publicar seu herói usando na capa de suas revistas o título Shazam. Fica aí minha sugestão. Panini (ou qualquer outra que possa publicá-lo por aqui), que tal mostrar o título da revista como Superman, mas à parte isso, dentro dela, em todo o seu conteúdo, chamar o personagem da nossa forma tão conhecida, Super-Homem mesmo? Deixa os personagens dentro da história, ou o texto lá dentro, usando homem, só na capa se manteria o man. Não atrapalharia a questão da marca, e manteria a nossa tradição linguística na versão aportuguesada, além de evitar problemas como os expostos nos exemplos que dei lá em cima. Isso seria muito trabalhoso, seria tão difícil?
Seria um trabalho para o Super... Homem?
Vídeo sugerido: Eu tinha que ser um Super-Homem?









