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sábado, 21 de abril de 2018

Try the Red One (parte 3)

Retomando do cliffhanger deixado no post anterior, e parafraseando Bátima Feira da Fruta: "O pau come solto lá fora". Vou deixá-los apreciar algumas páginas do embate entre os dois antagonistas com supersentidos e a tentativa do DD em sobrepujá-lo:
















...!
!!
!!!



(Contifuckingnua, po!)

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Try the Red One (parte 2)

Primeiramente, antes de continuarmos a história, um quebra-gelo cômico com um sagaz comentário de um passageiro de ônibus figurando ao fundo:


E a Nelson & Murdock continua recebendo ameaças, das formas mais imprevisíveis possíveis, como este engradado que chega no prédio da firma de advocacia onde Matt trabalha:



A carga trazida dentro dos caixotes, surpresa, é viva! E o pior, os animais também sofreram o processo pelo qual os capangas do post anterior passaram, pois como todo bom teste de substâncias e procedimentos envolvendo seres vivos, antes de testar em humanos:





Os bichinhos são despachados também sem muito esforço. Depois de mais um quadro excelente usando os vários sentidos do Demolas de forma bem legal (mais sobre isso depois) graças ao desenho e cores de Javier Rodriguez, ele é levado a ir parar num lugar bem conhecido seu (reparem no uso de cores diferentes para ressaltar cada sensação diferente percebida pelo Homem sem Medo; é quase sinestésico para nós, que não possuímos a hipersensibilidade do herói).  






O uso de elementos tão familiares ao histórico pessoal de Matt Murdock é só mais uma ferramenta para desestabilizá-lo, então o vilão se apresentar com cores e padrão de vestimenta que relembra o primeiro uniforme do Demolidor também é intencional neste efetivo. 
E é aí que a p*##@ fica séria!

(Continua...)

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Try the Red One (parte 1)

Pacing. Em quadrinhos, especificamente, é uma das mais importantes características para se contar uma boa história. Vou mostrar pra vocês o significado de pacing, como construir uma narrativa e um suspense, a partir desse arco do Demolidor de Mark Waid, que uso como exemplo, que começa assim:





Toda a narração nos recordatórios, reforçada pelas imagens tão arraigadas já na memória daqueles que conhecem o personagem, nos leva a crer que o que estamos vendo sendo recapitulada é a origem do DD, mas... Apesar de os recordatórios realmente serem uma recordação do próprio Demônio, as imagens em realidade seguem um evento acontecendo atualmente, em outro lugar.




 Alguém que conhece muito bem Matt Murdock começa a tentar replicar o acidente que criou o Demolidor, testando em cada vez mais cobaias todas as variáveis do fatídico dia... 




Criando inimigos que depois joga em cima da população e em cima do próprio Homem sem Medo também, como nesta festa, em que um grupo de pessoas com olhos vendados ataca...







A constatação maior, porém, ocorre pouco depois durante a luta contra eles, quando um dos vilões se esquiva de um modo muito familiar:


Demolidor consegue se livrar deles, apesar da confusão inicial, com certa facilidade. Maiores perigos viriam depois, porém... Para vocês pegarem bem o conceito de pacing, peço um pouco de paciência, hehehe, e me sigam nos próximos posts enquanto acompanhamos todo o desenrolar da trama.

(Continua...)

quinta-feira, 15 de março de 2018

Iron vs Panther - parte final

(Concluindo o que se iniciou na Parte 1, na Parte 2 e na Parte 3)

Logicamente que tudo se resolve depois. Pantera salva o Ferroso, e eles decidem cada um devolver a respectiva empresa do outro e tudo se resolve porque no fim o plotem comum contra o qual os dois trabalhavam juntos acaba se resolvendo quando eles se unem. Interessante ver como o Homem de Ferro, sendo um herói, vê tudo em preto e branco, o lado bom e o lado mau. Já T'Challa não, sendo rei, enxerga tudo como responsabilidades e várias escalas de cinza. Tudo o que ele faz ele tem em mente não somente a si mesmo ou seu inimigo, mas a sua nação inteira e o bem comum a longo prazo por trás. O sujo falando do mal lavado, dois lados da mesma moeda (mas um lado mostra só números exatos enquanto o outro tem toda uma história e simbologia adornada atrás): 


Claro que a história toda é bem maior que isso, eu sintetizei as cinco edições do arco Inimigo de Estado II, do Christopher Priest (Black Panther volume 3 #41 - 45), nesses poucos quadros. O plot todo envolve ainda muitas questões que eu nem citei aqui, e deixei de fora propositadamente um confronto que os dois têm no meio do arco, em que há uma reviravolta da porra e até mesmo Tony Stark toma a liderança e ganha a vantagem do "round", vencendo o Pantera and outsmarting him, mostrando também que é um fdp inteligente pra caralho. Mas não quis estragar a surpresa nem a resolução do conflito maior subjacente a essa disputa dos dois. 
Curtiram?
Em posts futuros adicionarei mais brigas interessantes entre heróis (e contra vilões também, kkkk) que fujam um pouco do soco para lá e soco para cá padrão comum!

Iron vs Panther - parte 3

(Continuando da Parte 1 e Parte 2...)
E lá Tony embosca T'Challa. É melhor vocês lerem aí embaixo pra acompanharem os golpes e contragolpes e ataques e defesas dos dois lados, tudo com as explicações pseudocientíficas dignas de quadrinhos que a gente adora:



Digna de nota essa "luva de poder" com um design bem kirbyano do Pantera:


Só lembrando, Obadiah Stane foi o vilão usado no primeiro filme do Homem de Ferro, e Justin Hammer foi o vilão do segundo, ambos sempre atrás da tecnologia Stark. Nas HQs eles a obtiveram em algum momento, por isso Tony ter um aparelho de contramedidas contra essa contingência (ter sua tecnologia roubada e precisar ir contra ela mesma). Ah, essa história, e todos esses movimentos da disputa de "tecnoxadrez" entre os dois, é contada por Everett Ross, que aparecerá no filme do Pantera (espero que de forma tão legal quanto nesse run):

Orra, meu! Pantera desligou o reator do peito do Tony que faz o coração dele bater, mano! Apelou...

(continua...)

Iron vs Panther - parte 2

(Continuando a partir da Parte 1...)

Bom, se lembram da ligação telefônica marota que  T´Challa fez? Bom, teve repercussões quase imediatas quando o Ferroso partia em perseguição ao Pantera e recebe uma chamada da Pepper Potts:

(Reparem que ao lado do Pantera e do Wolvie e ajudando eles está uma das Dora Milaje, guarda-costas do rei). Aparentemente, a supersafra da nação Paolo Santera que estava estocada impedida de entrar no mercado internacional do nada recebeu um modo de escoar seu produto, ocasionando uma hiperinflação no mercado e tornando o banco central do país ultrabilionário. Vejam bem por que  T´Challa  consegue ser melhor que o Batman; enquanto Bruce só lida com microeconomia, as decisões do Pantera influenciam nações inteiras macroeconomicamente! Bruce só afeta Gotham, mas T'Challa consegue balançar o globo, kkkk. Enquanto desabilitava a armadura de Tony,  T´Challa  ia para o Canadá para ter com o líder indígena da First Nation, os habitantes originais legítimos da ilha anexada.
 


Gostei de como o Pantera peita a OTAN: "eu acho que ela também percebe as implicações para Wakanda", dando a entender que a OTAN deveria temer seu país, e não o contrário...

T'Challa ainda tem tempo de roubar um item dentro das empresas Stark (que a gente só vai saber mais pra frente o que é e para quê). Enquanto isso, é claro, Homem de Ferro sendo quem é, decide construir/usar uma armadura melhor para lidar com o Pantera:

Iron vs Panther - parte 1

Conforme prometido, e atendendo a pedidos, a briga física, intelectual e financeira entre o Pantera Negra e o Homem de Ferro:
Após uma altercação qualquer entre alguns órgãos governamentais americanos e algumas figuras com ligação com Wakanda, um agente do governo, Peter Gyrich, contata Stark. Daí começa com Tony descobrindo algo meio sinistro em relação a todo o cabeamento usado na sua empresa (e em outra importante localidade que utiliza sua tecnologia, a Mansão dos Vingadores):



Entre outras tretas envolvendo a CIA, FBI e Wakanda, Tony tenta conversar com o Pantera numa partida de pôquer num navio-cassino, mas T´Challa recorda que nesses anos todos em que se conhecem, ele nunca foi convidado para jantar na casa de Tony, a tradição mais onipresente em várias culturas quando se trata de amigos, mostrando que o Homem de Ferro nunca o tratou como um, apenas como um colega de equipe. Obviamente as coisas degringolam pra um lado mais físico, quando T´Challa se mancomuna com Wolverine e eles roubam uma maleta do navio que Tony estava protegendo. Ah, nesta partida Tony consegue adquirir na aposta uma empresa de T'Challa, a Wakandan Design Group (ou Development Group, sei lá): 

Enquanto roubam o item, Pantera faz uma comunicação suspeita  com algum Primeiro-Ministro hablante de espanhol:

Pra piorar ainda mais a treta com o governo dos EUA, o Pantera retira das antigas um tratado  internacional que seu avô, Asiri o sábio, fez com um "francês bêbado" pego tentando invadir Wakanda. Para não ser morto, esse nobre francês concedeu lá em mil e oitocentos uma ilha canadense nos Grandes Lagos para Wakanda (e nunca esperava que algum dia os wakandanos levassem a sério e reivindicassem a tal ilha em outro continente). De posse da ilha, legalmente legitimada pelos indígenas da First Nation que hoje lá habitam, o Pantera acaba dominando o tráfego naval nos Grandes Lagos, impedindo a passagem de navios e outras embarcações americanas pela região.


Proféticas palavras do Ferroso, como se verá em seguida.

(continua...)