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quinta-feira, 15 de março de 2018

Iron vs Panther - parte final

(Concluindo o que se iniciou na Parte 1, na Parte 2 e na Parte 3)

Logicamente que tudo se resolve depois. Pantera salva o Ferroso, e eles decidem cada um devolver a respectiva empresa do outro e tudo se resolve porque no fim o plotem comum contra o qual os dois trabalhavam juntos acaba se resolvendo quando eles se unem. Interessante ver como o Homem de Ferro, sendo um herói, vê tudo em preto e branco, o lado bom e o lado mau. Já T'Challa não, sendo rei, enxerga tudo como responsabilidades e várias escalas de cinza. Tudo o que ele faz ele tem em mente não somente a si mesmo ou seu inimigo, mas a sua nação inteira e o bem comum a longo prazo por trás. O sujo falando do mal lavado, dois lados da mesma moeda (mas um lado mostra só números exatos enquanto o outro tem toda uma história e simbologia adornada atrás): 


Claro que a história toda é bem maior que isso, eu sintetizei as cinco edições do arco Inimigo de Estado II, do Christopher Priest (Black Panther volume 3 #41 - 45), nesses poucos quadros. O plot todo envolve ainda muitas questões que eu nem citei aqui, e deixei de fora propositadamente um confronto que os dois têm no meio do arco, em que há uma reviravolta da porra e até mesmo Tony Stark toma a liderança e ganha a vantagem do "round", vencendo o Pantera and outsmarting him, mostrando também que é um fdp inteligente pra caralho. Mas não quis estragar a surpresa nem a resolução do conflito maior subjacente a essa disputa dos dois. 
Curtiram?
Em posts futuros adicionarei mais brigas interessantes entre heróis (e contra vilões também, kkkk) que fujam um pouco do soco para lá e soco para cá padrão comum!

Iron vs Panther - parte 3

(Continuando da Parte 1 e Parte 2...)
E lá Tony embosca T'Challa. É melhor vocês lerem aí embaixo pra acompanharem os golpes e contragolpes e ataques e defesas dos dois lados, tudo com as explicações pseudocientíficas dignas de quadrinhos que a gente adora:



Digna de nota essa "luva de poder" com um design bem kirbyano do Pantera:


Só lembrando, Obadiah Stane foi o vilão usado no primeiro filme do Homem de Ferro, e Justin Hammer foi o vilão do segundo, ambos sempre atrás da tecnologia Stark. Nas HQs eles a obtiveram em algum momento, por isso Tony ter um aparelho de contramedidas contra essa contingência (ter sua tecnologia roubada e precisar ir contra ela mesma). Ah, essa história, e todos esses movimentos da disputa de "tecnoxadrez" entre os dois, é contada por Everett Ross, que aparecerá no filme do Pantera (espero que de forma tão legal quanto nesse run):

Orra, meu! Pantera desligou o reator do peito do Tony que faz o coração dele bater, mano! Apelou...

(continua...)

Iron vs Panther - parte 2

(Continuando a partir da Parte 1...)

Bom, se lembram da ligação telefônica marota que  T´Challa fez? Bom, teve repercussões quase imediatas quando o Ferroso partia em perseguição ao Pantera e recebe uma chamada da Pepper Potts:

(Reparem que ao lado do Pantera e do Wolvie e ajudando eles está uma das Dora Milaje, guarda-costas do rei). Aparentemente, a supersafra da nação Paolo Santera que estava estocada impedida de entrar no mercado internacional do nada recebeu um modo de escoar seu produto, ocasionando uma hiperinflação no mercado e tornando o banco central do país ultrabilionário. Vejam bem por que  T´Challa  consegue ser melhor que o Batman; enquanto Bruce só lida com microeconomia, as decisões do Pantera influenciam nações inteiras macroeconomicamente! Bruce só afeta Gotham, mas T'Challa consegue balançar o globo, kkkk. Enquanto desabilitava a armadura de Tony,  T´Challa  ia para o Canadá para ter com o líder indígena da First Nation, os habitantes originais legítimos da ilha anexada.
 


Gostei de como o Pantera peita a OTAN: "eu acho que ela também percebe as implicações para Wakanda", dando a entender que a OTAN deveria temer seu país, e não o contrário...

T'Challa ainda tem tempo de roubar um item dentro das empresas Stark (que a gente só vai saber mais pra frente o que é e para quê). Enquanto isso, é claro, Homem de Ferro sendo quem é, decide construir/usar uma armadura melhor para lidar com o Pantera:

Iron vs Panther - parte 1

Conforme prometido, e atendendo a pedidos, a briga física, intelectual e financeira entre o Pantera Negra e o Homem de Ferro:
Após uma altercação qualquer entre alguns órgãos governamentais americanos e algumas figuras com ligação com Wakanda, um agente do governo, Peter Gyrich, contata Stark. Daí começa com Tony descobrindo algo meio sinistro em relação a todo o cabeamento usado na sua empresa (e em outra importante localidade que utiliza sua tecnologia, a Mansão dos Vingadores):



Entre outras tretas envolvendo a CIA, FBI e Wakanda, Tony tenta conversar com o Pantera numa partida de pôquer num navio-cassino, mas T´Challa recorda que nesses anos todos em que se conhecem, ele nunca foi convidado para jantar na casa de Tony, a tradição mais onipresente em várias culturas quando se trata de amigos, mostrando que o Homem de Ferro nunca o tratou como um, apenas como um colega de equipe. Obviamente as coisas degringolam pra um lado mais físico, quando T´Challa se mancomuna com Wolverine e eles roubam uma maleta do navio que Tony estava protegendo. Ah, nesta partida Tony consegue adquirir na aposta uma empresa de T'Challa, a Wakandan Design Group (ou Development Group, sei lá): 

Enquanto roubam o item, Pantera faz uma comunicação suspeita  com algum Primeiro-Ministro hablante de espanhol:

Pra piorar ainda mais a treta com o governo dos EUA, o Pantera retira das antigas um tratado  internacional que seu avô, Asiri o sábio, fez com um "francês bêbado" pego tentando invadir Wakanda. Para não ser morto, esse nobre francês concedeu lá em mil e oitocentos uma ilha canadense nos Grandes Lagos para Wakanda (e nunca esperava que algum dia os wakandanos levassem a sério e reivindicassem a tal ilha em outro continente). De posse da ilha, legalmente legitimada pelos indígenas da First Nation que hoje lá habitam, o Pantera acaba dominando o tráfego naval nos Grandes Lagos, impedindo a passagem de navios e outras embarcações americanas pela região.


Proféticas palavras do Ferroso, como se verá em seguida.

(continua...)

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

TRONitruante

Há algumas semanas fui ao cinema assistir Tron: O Legado. Minha expectativa era pouca com relação ao filme, não lembrava quase nada do primeiro (também pudera, fora lançado em 1982, eu tinha um aninho de vida!), mas fui mesmo assim.
Não sei se devido a essa falta de expectativa, mas eu me amarrei no filme! Muito! Sério mesmo, sei lá, eu devia estar num dia bom, achando tudo legal, mas gostei bastante. É claro que o filme ainda tem lá seus clichês hollywoodianos, tem muitas falhas de roteiro, em algumas partes é meio previsível, não está nada preocupado com qualquer plausibilidade (po, o mínimo possível de plausibilidade para garantir a suspensão da descrença, né?), mas me cativou por um motivo simples: a ambientação.

Adorei o clima gerado no mundo dentro da Grade (ou Rede), não só os efeitos visuais, o contraste das roupas fluorescentes e negras, o "cenário" de desolação do mundo sem sol, mas também devido à ambientação e à atmosfera gerada pela música. Parabéns à sonografia e à soundtrack do filme. Só por isso o filme já vale, mas gostei também da interpretação de Jeff Bridges.

Eu comecei falando tudo isso porque - e quem anda frequentando as bancas nestas últimas semanas pode ter reparado - algumas revistas Marvel recentes têm apresentado capas variantes, ou capas B, mesclando o Universo Marvel ao Universo de Tron.

É um redesenho de alguns uniformes de personagens conhecidos da editora imaginados como seriam dentro do mundo virtual do filme, com as partes fluorescentes e tudo o mais. Vocês podem conferir nas edições Homem-Aranha 109, Homem-de-Ferro & Thor 09, Wolverine 74, e Novos Vingadores 83, estampadas ao longo deste post. Boa jogada da Panini ao fazer isto aqui no Brasil, estão de parabéns!

Nos Estados Unidos, as capas alternativas também apresentaram versões Tron de mais outros personagens. Não sei se a Panini exibirá todas as demais imagens em outras edições, então quem gostou ou tiver curiosidade, estão aí as outras (destaque para a Mulher-Aranha, sempre linda, e pro Motoqueiro Fantasma pilotando uma Lightcycle):


Esse filme do Tron me fez relembrar a década de 80 e a visão sci-fi da época. Não sei, mas pra mim a década de 80 foi meio bizarra, ao mesmo tempo em que era um período meio dark, meio depressivo, sombrio, também era um período que se firmava como promessa futurista, talvez devido aos avanços (na época) da informática e sua incipiente popularização, sei lá. Tenho essa impressão. Daí o visual futuro-gótico do filme.


Taí o teste trava-língua pro trovador não trocar:
e tome o trovejante Thor todo tonitruante em Tron!

Aliterações trava-línguas à parte, devemos nos lembrar também da profusão de filmes de ficção científica e futuristas durante essa fase. Sugiro alguns deles logo embaixo (se alguém se lembrar de algum outro que eu não contemplei, estejam à vontade nos comentários).
O Cavaleiro da Lua portando os discos de informação também ficou bem bacana. A própria roupa do Homem-Aranha na primeira imagem lá em cima ficou bem legal, poderia até ser um novo uniforme mais estiloso. Só não gostei muito da imagem da Miss Marvel, abaixo, quase não parece ter sido "tronificada".

As capas variantes foram lançadas nas seguintes edições originais norte-americanas (respectivamente): Amazing Spider-man #651 (com Homem-Aranha, arte de Mark Brooks), Captain America #612 (Capitão América, por Mark Brooks), Invincible Iron Man #33 (Homem de Ferro, por Brandon Petersen), Wolverine #4 (Wolverine, por Brandon Petersen), Avengers #7 (Mulher-Aranha, por Brandon Petersen), Incredible Hulks #618 (Motoqueiro Fantasma, por Mark Brooks), Avengers Academy #7 (Mercúrio, por Brandon Petersen), Thor #617 (Thor, por Brandon Petersen), Secret Avengers #7 (Cavaleiro da Lua, por Mark Brooks), New Avengers #7 (Miss Marvel, por Mark Brooks).
Só senti falta de um personagem nessa homenagem (ou seria propaganda?), mas não é um herói e sim um vilão:
UlTRON...




Filme sugerido 1: Tron: O Legado (TRON: Legacy, 2010), obviamente.

Filme sugerido 2: Tron (TRON, 1982).

Filme sugerido 3: O Passageiro do Futuro (The Lawnmower Man, 1992).

Filme sugerido 4: Pesadelos Diabólicos (Nightmares, 1983); são quatro contos, mas recomendo um deles, "O Bispo da Batalha", que me fez ficar um bom tempo sem jogar fliperama/arcade...

Filme sugerido 5: O Último Guerreiro das Estrelas (The Last Starfighter, 1984).

Desenho animado (anime) sugerido: Voltron (ゴライオン Goraion, 1984).

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Iron Easter Eggs

Antes que façam trocadilhos infames com o título do post, cabe esclarecer o que são easter eggs. Em inglês, significam literalmente ovos de páscoa, mas nesse caso específico, é o nome que se dá a surpresas ou qualquer coisa oculta, geralmente em tom de brincadeira, em aplicativos, softwares, programas, jogos, páginas, músicas, filmes, etc., intencionalmente para que os usuários ou consumidores procurem e achem. Tentarei aqui expor alguns easter eggs escondidos nos dois filmes do Homem de Ferro.
Bom, começo com um dos mais conhecidos. A imagem do escudo do Capitão América. Causou o maior rebuliço, vários sites postavam a imagem que, durante o filme, era quase impossível de se perceber. Mas estava lá, no cantinho, entre um monte de tranqueira, no laboratório de Tony Stark.

O que era pra ser apenas uma brincadeira inserida por um dos especialistas em efeitos especiais, numa apresentação de trailer só pra equipe do filme, acabou agradando Jon Favreau e Kevin Feige, que decidiram manter a cena desse jeito. Contrariamente ao que esperavam, muita gente percebeu, o que causou o maior frisson em fóruns pela internet. O diretor decidiu, então, dar mais força pra brincadeira e inseriu uma cena inteira no segundo filme apenas para mostrar que o escudo, bom, não era bem um escudo, apenas uma tranqueira mesmo, e sua única utilidade deu o tom da comicidade na tela (muitos no cinema não entenderam a piada, obviamente).
Outra aparição digna de nota é a do Mandarim. Pois é, ele apareceu no primeiro filme! De modo bem sutil, mas apareceu. Não apenas na forma da organização Dez Anéis, a qual pertence o vilão que o sequestrou nas montanhas logo no início da história (vide a imagem que abre este post acima, e repare no painel ao fundo). Ao que parece, na novelização que fizeram do filme, Raza (é o nome do vilão) fala “…the man whose ring I wear.” Reparem bem na mão de Raza: um anel.

Nada de mais, certo? Certo, não fosse o fato de que, após trair Raza, com quem estava mancomunado, a primeira coisa que Obadiah Stane faz é retirar o anel do mesmo e tomá-lo para si, passando a usá-lo em sua mão até o fim do filme.
Ora, Mandarim é o arqui-inimigo do Ferroso, conhecido principalmente por manipular dez anéis energéticos altamente poderosos, tanto individualmente quanto em conjunto. Teria esse anel de Raza sido dado a ele pelo Mandarim em pessoa? Por isso Stane o tomou para si, sabendo de seu poder? Talvez na história adaptada para as telas os anéis não contenham poder físico em si, mas sim poder de influência, de status, de posição. Usar um dos dez anéis é garantia de posição de liderança na organização Dez Anéis? Bom, passemos ao segundo filme e, olhem só, outro inimigo de Stark, no caso Justin Hammer (em excelente atuação de Sam Rockwell), traz consigo, em todas as cenas, um pequeno detalhe em sua mão direita (no dedo mínimo, mais especificamente):
Podemos tirar duas conclusões disso: a primeira é que, possivelmente, a produção dos filmes do Homem de Ferro vem plantando pistas e dicas sobre o surgimento e ascensão do grande inimigo do Latinha, preparando o terreno sutilmente em dois filmes para depois mostrar o grande vilão por trás de toda a trama, aquele que poderia estar manipulando as cordas de todos os antagonistas de Tony Stark como um mestre titereiro, por detrás das cortinas. E a segunda conclusão é que, com esse ritmo de um anel por filme, vai ser preciso mais sete ou oito filmes para finalmente chegarmos ao chefão final, o big boss a ser derrotado na última fase...
Porém, o diretor realmente está muito a fim de colocar o Mandarim num dos filmes do Homem de Ferro, e parece que o fará exatamente no terceiro da série: "I look at Mandarin more like how in 'Star Wars' you had the Emperor, but Darth Vader is the guy you want to see fight". Jon Favreau falou também sobre a dificuldade de se inserir um vilão tão ligado à magia como o Mandarim num universo tão tecnológico como o do Homem de Ferro, porém, com o filme de Thor* vindo aí, e posteriormente o filme dos Vingadores** unindo a versão mítica do deus nórdico com a tecnologia do nosso playboy...
Há muitas formas de se fazer isso, e eu quero muito ver como farão, torcendo por um bom roteiro e uma boa trama. Apenas mais uma imagem para deixá-los com uma pulga atrás da orelha, retirada do primeiro filme (reparem bem na mão de Rhodes, deixada intencionalmente à mostra nesta tomada):
*Falando no Deus do Trovão... um dos easter eggs mais legais em Iron Man 2 foi apresentado na cena em que Tony visita Ivan Vanko (Mickey Rourke, perfeito também em sua caracterização) na prisão. A câmera vem acompanhado Stark pelos corredores até que Stark segue e esta para de repente, mostrando uma cena ocorrendo ao fundo. Numa das celas, um sujeito loiro, alto, é fotografado (veja aqui, aos 1min18s do vídeo). A tomada é muuuuito rápida, mal dá pra se ver o sujeito na cela sendo fotografado.


A pergunta é: pra que deixar a câmera parada, enquanto Stark prossegue, e registrar essa cena? A resposta talvez esteja na última do filme. É, a famosa cena pós-creditos. Revejam-na. Eu pergunto: qual é o último som da filmagem, que encerra em definitivo o filme? Pois é, um trovão. E qual foi o elemento mais conspícuo na cena brevíssima da prisão? Um flash (em inglês, um "relâmpago"). Captaram a associação? Isso tudo em conjunto me faz crer que o sujeito preso não é o Sawyer, de Lost... **Falando nos Vingadores... Eu achava que, na cena em que Tony conversa com Nick Fury sobre a Iniciativa Vingadores, estaria estampada dentro do arquivo a foto do Thor. Mas não mostraram nada de seu conteúdo. Mas mostraram (?)*** muito mais coisas fora da pasta. Retirei essas imagens do blog Cave Beneath the Mansion, em que aparecem mais bem explicadas, e acrescentei algumas outras. No quadro ao fundo podem ser vistos lugares específicos do globo circulados. A S.H.I.E.D. estaria observando ou catalogando "avistamentos" nesses locais para sua iniciativa, agora que Tony sabe a resposta da pergunta que Fury lhe fez no primeiro filme: "Você acha que é o único super-herói no mundo?". As suposições seriam (veja no quadro): Interior dos EUA: localização do martelo de Thor (marcado no primeiro quadro talvez a cratera onde o encontraram). Costa Oeste: o próprio Homem de Ferro. Costa Leste: Hulk (e a repórter no quadro seguinte estaria falando da destruição perpetrada pelo Hulk no campus da universidade). No Círculo Polar Ártico (Groenlândia ou Islândia): o corpo congelado do Capitão América. Meio do Oceano Atlântico (Atlântida?): Namor. No último quadro é mostrado interior da África (Wakanda?), com possível Pantera Negra, e centro da Europa (Alemanha?), em que muitos supõem se tratar do Caveira Vermelha.
Há ainda os pertences do pai de Tony, Howard Stark, e as tralhas em seu baú. Há quem veja, na foto acima, um mapa da Antártida. E o que diabos há de tão interessante assim no continente gelado? Hmmm, Terra Selvagem, alguém disse? Será? Apesar de mais ligada à cosmologia mutante, a "região perdida no tempo" apareceu recorrentemente no run de Brian Michael Bendis à frente dos Vingadores, relacionada inclusive à própria S.H.I.E.L.D. e algo de podre dentro da instituição, e poderia render boas histórias.
Uma última aparição especial: no primeiro filme, enquanto Tony pilota a armadura Mark 2 e decide ver quão alto ele pode chegar, é possível ver que o atual recorde de altitude é do Lockheed SR-71 "Blackbird", que, por coincidência (ou não) é o mesmo modelo do jato pilotado pelos X-Men, o X-Jet.

*** Uma ressalva a ser feita aqui, por isso a dúvida se realmente são easter eggs ou não. Há um fenômeno perceptivo conhecido como pareidolia, caracterizado por se achar significados e significantes em estímulos aleatórios ou vagos (como achar imagens de figuras religiosas em vidros), também conhecido como o vulgar "achar pelo em ovo". Há que se ter cuidado, porque quem procura acha o que está procurando, mesmo que aquilo não esteja lá, e pode bem ser o caso dessas imagens nos filmes, de simplesmente significar NADA.

Mas, se significar algo mesmo... bem, talvez estejamos caminhando para um futuro com um possível seriado da Marvel na televisão? Julguem vocês e me digam sobre a possível imagem do corpo congelado do Capitão encontrado numa cena deletada do filme Incrível Hulk (que pode ser vista inteira aqui, no blog Alternative Prison). Montagem, fake? Easter egg? Pareidolia?





Seriado sugerido: Fringe.
Trilogia de filmes sugeridos: Matrix.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

MARVEL LANÇARÁ SERIADO PARA TELEVISÃO



Quem assistiu após os créditos do filme do Homem de Ferro (um dos maiores fenômenos cinematográficos da Marvel atualmente) e a cena final do filme O incrível Hulk já reparou que virá por aí um filme dos Vingadores. Os leitores da linha Supremos já estão familiarizados com a semelhança física entre o Samuel L. Jackson e o personagem Nick Fury desse cenário. Fica claro que a abordagem do futuro filme será com base nessa linha editorial de quadrinhos. Porém, o que nem todos devem ter percebido é que o filme é só o começo de um projeto ainda mais ambicioso: a produção e veiculação de um seriado de televisão. O que pode impressionar mais ainda é ter como tema a Guerra Civil (maior evento Marvel até o momento) e contar com a participação de diversos dos seus personagens. Soa improvável para você?
Super heróis em voga nas telas

Nunca se produziu tantos filmes e seriados com o tema super heróis. As produções do Homem-aranha bateram recordes de bilheteria. A trilogia dos X-men também foi um sucesso. Se antes nem se cogitava ao certo a chance de se fazer um filme com diversos super-heróis, como o caso dos X-men, o que dizer de uma trilogia? Parecia improvável, talvez arriscado, mas foi feito. Parece improvável que a Marvel lance um seriado para televisão em que contracenarão diversos heróis, como Hulk, Homem de Ferro, Capitão América, X-men, Quarteto Fantástico, Justiceiro?
Quando um filme do Homem-Aranha bate recordes de bilheteria, eles lançam outros, certo? Quando o dos X-men também traz um retorno financeiro, lançam mais filmes, certo? Não é à toa que a editora tem lançado tantos filmes, como nunca fez antes. E de tantos personagens. O retorno que tem trazido tem sido, no mínimo, satisfatório. Não só dos filmes em si, como também de cadernos, camisetas, mochilas, bonecos e até cobertores para cama infantil (em que tipo de objeto à venda não se vê o Homem-aranha, nos dias de hoje?). Se traz bom retorno, o melhor é investir.
Agora analisemos os seriados. O que dizer de Heroes, um seriado com poderosos completamente desconhecidos fazendo um tremendo sucesso? O que dizer das várias temporadas de Smallville, que tem agradado fãs e simpatizantes do Super-homem, personagem da principal concorrente da Marvel? É ou não é um bom lugar para se investir? Com certeza a produção de um seriado, com diversos personagens, no nível marvel, será bastante custoso. Porém, mais importante que o custo é o retorno. Basta analisarmos alguns fatos que têm ocorrido para perceber como tudo leva para esse seriado.

Vingadores – o filme

O primeiro ponto tocado é o filme dos Vingadores. Não deve restar a menor dúvida para você de que será feito. Entretanto, existe um ponto que poderia dificultar o filme: o cachê acumulado de grandes nomes do cinema interpretando grandes heróis. Como resolver? Fazendo um filme não com os mesmos atores, mas outros. Isso já prepararia o terreno para o seriado, com os mesmos atores do filme dos Vingadores, sem cachês astronômicos. Quantos filmes já assistimos, em que há a troca de atores, com a finalidade de iniciar e promover um seriado? Mesmo entre os heróis? Não é o caso do Blade, também da Marvel?
O filme dos Vingadores será provavelmente a abertura para o seriado, já que vai reunir grandes nomes na mesma equipe, na mesma história. Se a Marvel lançar o filme dos Vingadores, já com atores de cachês normais, será a grande oportunidade para lançar o seriado, com os mesmos atores, abordando a Guerra Civil. Por que a Guerra Civil? Que indício nos leva a deduzir isso? Novamente, o filme que deu origem à convergência Marvel. O que você achou daquele final, em que Tony Stark joga fora o discurso previamente escrito para anunciar ao mundo que ele é o Homem de Ferro? Não está abdicando de sua identidade secreta e já demonstrando sua inclinação ao registro dos super-heróis?
Agora vamos pensar em como isso será proveitoso para a Marvel. A Guerra Civil é um dos eventos que mais mexeu com o universo marvel. Revelou identidades sercretas, questionou o conceito de herói fora-da-lei e é reconhecida como uma das melhores séries já lançadas pela editora. Fazer com que os não-leitores assistam a um seriado abordando esse tema é colocá-los diante de um grande sucesso dos quadrinhos e ambientá-los no atual cenário da Marvel. É prepará-los para começar a ler os quadrinhos sem ficar completamente perdido. Ou seja, tem um imenso potencial para transformar telespectadores comuns em leitores dos quadrinhos. Não pára por aí...

O momento mais oportuno de todos os tempos

Se pensarmos bem, não é tão difícil reparar como esse é o momento mais propenso para a Marvel lançar esse seriado e converter telespectadores em leitores, além de conseguir um grande retorno no próprio seriado (como se tem feito outros, de grande produção e grande retorno, como Roma).
Quem assiste aos filmes e não conhece os quadrinhos, não tem ao certo a noção de quais são os personagens da Marvel e quais são de outras editoras ou simplesmente personagens de filme, exclusivamente. Enquadra a maioria como “Super-heróis”. Super-Homem, Batman, Homem-Aranha, Homem de Ferro, V, Hellboy, O Sombra, Darkman... são todos super-heróis. Então chega a Marvel e lança o filme do Incrível Hulk e, no final, aparece Tony Stark, o alter-ego do Homem de Ferro. É a primeira vez que diz, para espectadores de cinema: “Vejam! O Homem de Ferro e o Hulk são do mesmo ‘mundo’, um pode se encontrar com o outro”. O lançamento do filme dos Vingadores será uma forma escancarada de dizer: “Está vendo esses grandes heróis? Todos eles coabitam o mesmo cenário. Podem interagir. Todos eles são da Marvel”. Quantas das pessoas que já assistiram Homem-Aranha e Quarteto Fantástico imaginam que um pode topar com o outro? É de grande interesse, para a Marvel, que as pessoas entendam isso. Afinal, demonstra como a editora produz material de diversos super-heróis. Não duvido nada que o seriado seja chamado Marvel Universe ou Marvel Civil War, algo nesse sentido, que coloque o nome da editora em evidência. É um grande trunfo comercial. Se repararmos bem, é até bastante lógico que se faça. Quantos dos principais personagens da Marvel (e particularmente da Guerra Civil) já foram apresentados aos não-leitores recentemente, em filmes separados? Hulk, Homem de Ferro, X-men, Homem-aranha, Quarteto Fantástico, Justiceiro, Demolidor e Elektra. Até dentro dos jogos de vídeo-game com os personagens da editora a gente pode perceber uma certa preparação nesse sentido (muitos dos moleques de hoje que jogam os games não conhecem bem os quadrinhos. É interessante para a Marvel fazer com que eles percebam, ao jogar Marvel Aliance e Marvel Nemeses, ambos os jogos com o nome da editora em destaque, que os personagens do Quarteto Fantástico, dos X-men, dos Vingadores e outros como o Demolidor, são todos do mesmo cenário e da mesma editora).
Homem de Ferro enfrentando
Homem-aranha no jogo Marvel Nemesis
Bom para todos

A produção de um seriado na televisão, com diversos dos personagens da Marvel, ainda mais com o tema da Guerra Civil, será, sem sombra de dúvida, um prato cheio tanto para os leitores de muitos anos, quanto para aqueles que não entendem de quadrinhos, provavelmente futuros leitores. E para a editora Marvel, é claro! Todos só têm a ganhar.